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Câncer de mama supera o de pulmão e se torna o mais comum no mundo

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam 30 milhões de novos casos por ano até 2040

Por Isadora Jaron
16/02/21 - 10:12
Câncer de mama supera o de pulmão e se torna o mais comum no mundo Somente em 2020, foram registrados 19,3 milhões de casos de câncer de mama no mundo | Foto: Banco de Imagem

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o câncer de mama se tornou a forma mais comum da doença, passando o de pulmão. Entre o fator de risco mais comum está a obesidade, o que causa o aumento de casos desse tipo de câncer.

Ainda segundo a OMS, até 2040 vão ser 30 milhões de novos casos por ano no mundo. O aumento traz preocupação, já que, segundo o doutor Carlos Frederico de Freitas Lima, responsável pelo setor de mastologia do Hospital São José, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, é hoje um relevante problema de saúde pública.

“É a neoplasia mais incidente em mulheres em todo o mundo (dados do GloboCan 2018). Foram estimados 2,1 milhões de casos novos da patologia e 627 mil óbitos pela doença. No Brasil, estimam-se 66.280 novos casos para cada ano do triênio 2020 - 2022. Em todas as regiões do país é a principal neoplasia. Portanto, por se tratar de uma doença muito prevalente, traz uma grande preocupação para saúde pública do país”, explicou o doutor Carlos.

Somente em 2020, foram registrados 19,3 milhões de casos de câncer de mama no mundo. Segundo o doutor Carlos, o diagnóstico precoce possibilitaria a cura da doença e também o de tratamentos mais simples e com menores efeitos secundários, com as cirurgias menores e menos mutilantes e a menor necessidade de quimioterapia.

“Existem sólidas evidências que o diagnóstico precoce é o principal determinante nos resultados do controle da doença. Em populações que os índices de diagnóstico precoce são altos, as taxas de mortalidade são consequentemente baixas, além de existir uma menor morbidade e a um custo menor. Nos EUA, a maioria dos casos (65%) são diagnosticados precocemente, com doença localizada e com alto potencial de cura. Contrariamente no Brasil, a doença é diagnosticada em fase mais tardia, com somente 20% dos casos no estágio I”, frisou o médico.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a doença é causada pela “multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor”.

Com a pandemia da Covid-19, o diagnóstico precoce foi prejudicado, assim como o tratamento da doença. Ainda segundo a OMS, em metade dos países pesquisados o medo do contágio pelo novo coronavírus foi o responsável pelo aumento dos casos de câncer de mama.

“A pandemia da Covid-19 levou à um atraso no processo de diagnóstico das neoplasias em geral (não foi uma exclusividade do câncer de mama). A necessidade do isolamento social impediu que mesmo mulheres sintomáticas procurassem seus médicos assistentes para avaliação médica e realização de procedimentos diagnósticos (biópsias). A situação do diagnóstico precoce, que é absolutamente determinante no resultado de todo o tratamento, já estava aquém do ideal antes do início da pandemia, e certamente trará uma grave consequência com uma piora no retardamento do diagnóstico e início de tratamento” acrescentou Freitas.

E são vários os tipos de câncer de mama que podem evoluir em diferentes formas. O Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde.

Os dados da OMS ainda mostram que, no Brasil, o câncer de mama é o segundo mais comum em mulheres. Se descoberto ainda no início, a doença tem 90% de chance de cura.

“Quanto mais cedo um tumor é detectado e iniciado seu tratamento, maiores são as chances de cura. Um tumor detectado em seu estágio mais inicial (estádio 0), a chance de cura em 10 anos é de cerca de 98%. Portanto, é de fundamental importância que as mulheres realizem a mamografia uma vez/ano a partir dos 40 anos”, destacou o médico.

Mas há quem pense que o câncer de mama acometa somente as mulheres. Mesmo que raro, representando 1% do total dos casos da doença, os homens também podem desenvolver o tumor.

“Os homens também podem apresentar tumores nas mamas. Ocorre na proporção de 100 mulheres: 1 homem. Muitos destes casos apresentam uma forte história de neoplasia de mama na família”, finalizou o doutor Carlos.

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