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Teresópolis registra 29 acidentes com animais peçonhentos durante a pandemia

Maioria dos casos é com aranhas. Confira orientações sobre o que fazer caso aconteça com você

Por Isadora Jaron
07/07/20 - 09:58
Teresópolis registra 29 acidentes com animais peçonhentos durante a pandemia Aranha saltadora, embora não represente grande perigo para humanos, está entre as espécies encontradas no Brasi | Foto: Banco de Imagem

Aranhas, cobras, escorpiões, lagartos, entre outros. Muitas pessoas têm verdadeiro pavor de dar de cara com a maioria desses animais peçonhentos, ainda mais dentro de casa. E quando há um acidente doméstico é pior ainda. Mas por que será que esses bichos aparecem nas casas e apartamentos, em centros urbanos? E o que as pessoas devem fazer caso sejam picadas por esses bichos?

Em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, por exemplo, durante a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social, foram registrados 29 acidentes domésticos com animais peçonhentos. Desse número, 16 registros com aranhas, cinco com serpentes, três acidentes domésticos com escorpião, dois com lagartos e três com outros bichos.

De acordo com o biólogo Dione Storck, responsável pelo setor de animais peçonhentos da Coordenadoria de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de Petrópolis, a presença desses animais está relacionada ao fato da serra fluminense ficar em uma região de Mata Atlântica muito concentrada.

“Não é que os animais estão aparecendo nas residências, eles já estão próximos, vivemos no mesmo ecossistema. Quando tem uma baixa movimentação de pessoas ao redor ou próximo às matas, diminui a movimentação, como foi a questão da pandemia, e acaba fazendo com que os animais achem que esses locais são mais seguros”, explica Dione.

Segundo o biólogo, os animais estão na região há mais tempo que os humanos e estar suscetível ou não a um acidente doméstico também está ligado a questão de estarmos mais perto de florestas e de locais com mata.

“Nós estamos sempre muito próximos dessas regiões, onde tem alguma possibilidade de encontrar esses animais. Tem os animais bonitos e agradáveis como quati, gamba, macacos e também tem os animais que os seres humanos não gostam ou não se adaptaram à presença, como os peçonhentos”, afirma.

Com a pandemia do novo coronavírus, as pessoas que estão em casa buscam atividades para ocupar o tempo. Dione cita mexer no jardim e quintal, limpar o porão e até fazer uma grande arrumação em ambientes que estavam há muito tempo sem uma limpeza.

“Animais silvestres estão sempre próximos às residências atrás de alimento ou abrigo. Se tem algum entulho, está gerando alimentos para eles, o que acaba atraindo também animais predadores, como aranhas, escorpiões, ratos e até a possibilidade de cobras. A pessoa está mais suscetível a um acidente no momento que vai buscar mais atividades. Então, sempre quando for mexer em qualquer coisa, não esqueça de ter algum equipamento de segurança, como bota, uma boa luva etc.”, frisa.

Ele destaca que muitos animas vêm de dentro de esgotos e bueiros, e para evitar a presença deles, dá uma dica importante para fazer em casa.

“Se tem ralos é indicado o uso de uma telagem. Coloca em cima ou por baixo da tampa e impede que os animais entrem por aqueles canais. Pode usar nas janelas ou naqueles assoalhos de porta. Eles vão se deparar com as telas e não vão conseguir entrar", recomenda Dione.

Caso sofra algum acidente doméstico, a recomendação é manter a calma e procurar imediatamente um atendimento médico em uma unidade de saúde que possua o soro de tratamento. O ideal é fazer isso em até 12 horas, no máximo. Os locais de atendimento podem ser identificados por meio do site da instituição Vital Brasil.

“Primeiro de tudo: mantenha a calma, porque vai doer. As picadas de aranhas, escorpiões e serpentes geram muita dor, dependendo da espécie. Não se deve usar torniquetes e culturas populares de medicamento nas feridas. É preciso lavá-las com água e sabão, evitando a proliferação de bactérias e levar o paciente para o polo de atendimento da cidade”, orienta.

Em Teresópolis, segundo a prefeitura, as pessoas acidentadas são encaminhadas para o Hospital das Clínicas de Teresópolis, que tem soro específico para cada caso e tratamento sintomático adequado.


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