Cadastramento biométrico obrigatório é tema de reunião com líderes da Região Serrana

O eleitor que não fizer o cadastro até 2022 perderá o título

Por Luisa Machado
10/09/19 - 15:58
Cadastramento biométrico obrigatório é tema de reunião com líderes da Região Serrana Cadastro de biometria será feito em todo o Brasil, em três anos | Foto: Banco de Imagem

Até 2022, no Brasil, todos os eleitores que não quiserem perder o título eleitoral devem participar do cadastro biométrico, oferecido pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) de cada estado. Esse foi o tema da reunião proposta pelo TRE do Rio de Janeiro com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste).

Os municípios de Teresópolis, Nova Friburgo, Guapimirim, Casimiro de Abreu, Cachoeiras de Macacu, Araruama, Saquarema, Itaboraí, São Gonçalo, Rio Bonito, Magé, Niterói, Maricá, Silva Jardim, Tanguá são os participantes do Conleste. Na área de atuação do Conselho, mais da metade dos eleitores ainda não atualizou o título.

A reunião contou com a representação de Felipe Rebello, Gabriel Palatnic e Henrique Carregal, que são, respectivamente, subsecretário de Segurança Pública, procurador geral e secretário de governo do município de Teresópolis, na Região Serrana do Rio. O prefeito Renato Bravo, de Nova Friburgo, também esteve presente na reunião representando o município.

O encontro teve como objetivo mostrar a importância do apoio das prefeituras na divulgação do cadastramento biométrico dos eleitores de todo o Rio de Janeiro, levando em conta as previsões do Governo Federal de que o novo sistema de votação estará totalmente implementado em até três anos.

Na reunião, foram divulgadas pelo TRE estatísticas que mostram que 146 milhões de brasileiros estão aptos a votar no país, mas, desse montante, 60 milhões ainda não fizeram o registro de biometria. No estado do Rio, apenas 47% dos eleitores já realizaram o cadastro, obrigatório para as próximas eleições presidenciais.

É importante lembrar que, caso o cadastramento não seja feito, além da perda do título de eleitor, a população também perde benefícios como o Bolsa Família, o acesso a concursos públicos, a emissão de Carteira de Trabalho ou Passaporte, empréstimos em bancos, entre outros.