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Pare & Curta: Friburgo terá exibição de mais de 50 curtas, na Estação Livre, nesta sexta e sábado

Projeto pretende promover o acesso a filmes e estimular a formação de plateia na cidade

Por Sara Schuabb
13/12/18 - 17:11
Pare & Curta: Friburgo terá exibição de mais de 50 curtas, na Estação Livre, nesta sexta e sábado Curta Tarântula, direção de Maria Calafange e Aly Muritiba. O Festival acontece na Estação Livre nesta sexta-feira, 14 de dezembro, e no sábado, 15, das 10h às 22h, com entrada franca | Foto: Divulgação/Pare&Curta

Para os cinéfilos, para os que passarem pelo Centro de Nova Friburgo e principalmente para os que estiverem à espera de ônibus, nesta sexta-feira, 14 de dezembro, e no sábado, 15, serão exibidos 50 filmes de curta-metragem, com entrada franca, das 10h às 22h, na Estação Livre, que fica na Praça Getúlio Vargas.

Os curtas são de diversos lugares do país e foram premiados em festivais famosos de cinema, como Cannes, Veneza, Berlim e Roterdã. Também integram a mostra nomes de cineastas conhecidos no longa-metragem, como Aly Muritiba, Anita Rocha da Silveira, Sabrina Fidalgo e Marcelo Caetano.

Promovido pelo Instituto Serrano de Economia Criativa, com curadoria de Renata Spitz, o evento faz parte do projeto “Pare & Curta”, que busca disseminar o formato de curta-metragem, promover o acesso a filmes e estimular a formação de plateia em Nova Friburgo.

A curadora do festival, Renata Spitz, diz que o país está vivendo uma rica safra na produção do cinema nacional. “O curta-metragem é um formato pelo qual muitos diretores, que hoje têm uma carreira de prestígio, passaram, mas também é um espaço muito voltado para experimentar a linguagem, processos narrativos e a forma fílmica. O Brasil tem curtas incríveis que circularam o mundo a fora e foram premiados. Além disso, também temos uma produção universitária, filmes chamados de ‘garagem’ que são igualmente importantes para pensarmos nessa diversidade e riqueza do cinema brasileiro”, diz.

A diretora de Comunicação do projeto do Polo SerraAção de Cinema, Paula Tavares, diz que o objetivo maior desse projeto é democratizar o acesso ao cinema a pessoas de vários tipos e lugares da cidade. “O mais importante nesse projeto é que ele será realizado em um espaço popular, dando a oportunidade para pessoas de todos os cantos da cidade assistirem a filmes renomados que talvez nunca assistiriam. Pensamos nesse formato de curta justamente para dar tempo de as pessoas conseguirem assistir enquanto esperam o horário do ônibus”.

Serão 24 horas de exibições, divididas em sessões temáticas infantil, LGBT, terror, filmes produzidos por diretores friburguenses realizados na cidade, produções experimentais e documentários. Para ficar mais aconchegante e com aspecto de cinema, a Estação Livre ganhará, nesses dois dias, 50 cadeiras e um telão do tamanho de cinema.

Lápis de Cor e Mortos Vivos

O cinema na Estação vai estrear com o curta voltado para o público infantil, “Lápis de Cor”, de Alice Gomes, na sexta-feira, 14 de dezembro, às 10h30. O filme conta a história de Cláudio, um menino pobre que vive sozinho com a mãe e adora desenhar. Seu pai abandonou a família, e ele imagina que se um dia fizer um desenho colorido do pai, ele voltará. Só que Cláudio não tem lápis-de-cor, mas ele consegue três lápis mágicos, e sua mãe só o deixa usar uma cor por dia.

O fechamento será com o “Mortos Vivos”, da sessão de terror, de Anita Rocha da Silveira, com classificação a partir de 14 anos. A trama de 19 minutos se desenrola com a personagem Bia, que está off-line, e as mensagens enviadas só serão entregues apenas quando ela estiver on-line.

Mais informações e a programação completa, com as sinopses dos curtas, no site do festival http://pareecurta.com.br/.