Uma mistura de esportes que virou febre no litoral brasileiro: conheça o Beach Tennis

Modalidade vem ganhando adeptos em todo o estado e revelando atletas de nível internacional

Por Matheus Oliveira - 07 de Janeiro de 2019, 14:27
Uma mistura de esportes que virou febre no litoral brasileiro: conheça o Beach Tennis Beach pode servir tanto como opção de lazer quanto esporte profissional | Foto: Divulgação

Uma mistura de tênis, badminton e vôlei de praia vem se tornando uma febre no litoral do país, principalmente no Rio de Janeiro. Esse é o Beach Tennis, opção de esporte para quem ainda está de férias e quer se exercitar nas regiões dos Lagos e Metropolitana, além de ser disputado profissionalmente.

O esporte foi criado em 1987 na Itália e a profissionalização ocorreu na década seguinte, a partir de 1996, sendo praticado por mais de 500 mil pessoas, de acordo com a Federação Internacional que regula a modalidade.

Em 2008, o esporte chegou ao Brasil e, juntando a paixão dos brasileiros por praia e esporte, não demorou a fazer sucesso.  Hoje, segundo a ITF, o Brasil é a segunda maior força do mundo neste esporte, atrás apenas da Itália, criadora da modalidade.

Apesar do esporte ser relativamente novo no Brasil, o país já conseguiu resultados significativos, como o terceiro lugar no Campeonato Mundial em Ravenna (2008), o primeiro lugar na Copa das Nações em Aruba (2010), campeão mundial por equipes (2013), campeão mundial na Servia (2016), campeão Sul-Americano (2014) e campeão Pan-Americano (2014, 2015, 2016 e 2017). Em 2017 foi realizado o maior evento de beach tennis no mundo, em Niterói, que contou com a participação de 700 atletas. Na ocasião, o torneio teve chaves de amadores e profissionais, valendo, para esses últimos, pontos no ranking mundial da ITF.

Além dos atletas profissionais, o esporte também por ser praticado por amadores. No estado do Rio, cidades como Búzios e Cabo Frio possuem escolinhas para quem deseja aprender a modalidade. Na Região Metropolitana, a cidade de Niterói, que recebeu o Mundial da categoria, em 2017, é um dos locais onde mais existem praticantes, em praias como a de Icaraí.

Desta forma, a cidade revelou talentos como Ralff Abreu, que, ao lado do carioca Diogo Carneiro, ocupa, atualmente, a 14ª posição no ranking de duplas da ITF. A dupla já chegou a integrar o top 10 da categoria. Entre os principais títulos da parceria estão o título do Pan-Americano da modalidade disputado em Aruba, em 2016.

O atleta revelou que o esporte vem tomando conta do litoral brasileiro e chegou inclusive a cidades que não possuem praia.

“O Beach Tennis já é uma realidade, sua prática vem aumentando exponencialmente e ele já é um dos esportes mais praticados em praias do país. E até cidades do interior, como Campinas e Maringá, vem ganhando adeptos”, afirmou, completando em seguida.

"Os dois principais polos de prática de Beach Tennis são o Rio de Janeiro (Lebon e Ipanema, pro exemplo) e Niterói. O Beach tennis é um estilo de vida, pois queima muitas calorias pela intensidade do jogo e por ser disputado na areia, modificando a vida de várias pessoas e gerando saúde e bem-estar", revelou

Na modalidade, a rede fica mais alta que a do tênis convencional (1,70m) e um pouco mais baixa que a do vôlei de praia. O esporte pode ser jogado tanto individualmente (um contra um) como em duplas.

Uma partida de Beach Tennis é disputada em melhor de três sets, com o vencedor sendo aquele que conquistar dois sets primeiro. A pontuação segue o modelo do tênis tradicional:

  • Nenhum ponto - "Love" ou zero

  • Primeiro ponto - "15"

  • Segundo ponto - "30"

  • Terceiro ponto - "40"

  • Quarto ponto - "Game"

Exceto que, se cada equipe ganhou três pontos cada, a pontuação é "iguais" e um ponto de decisão deve ser jogado. O time que vencer o ponto decisivo vence o "game". Caso cada jogador ou equipe vença um set, a partida será decidida no tie-break. Nesta fase, os pontos são contados de 1 a 7 e quem fizer 7 pontos primeiro vence, desde que haja uma vantagem de dois pontos.