Qualidade de vida e Cirurgia Plástica

Por Glauco Rocha
15/03/19 - 16:12

A valorização da aparência, aliada a padrões e parâmetros impostos pelas indústrias de beleza e moda, difundidos largamente, geram questionamentos sobre o real valor da beleza. Distorções nestes parâmetros levam pacientes, insatisfeitos com seus corpos, aos consultórios médicos. Concomitantemente, existem queixas físicas e disfuncionais e suas consequências.

A Cirurgia Plástica, neste contexto, apresenta-se como um valioso aliado, no objetivo da melhora da qualidade de vida e maior aceitação do corpo e consequentemente de si mesmo.

A valorização da aparência é hoje uma realidade que tem despertado constantes avaliações a respeito do real valor da beleza. Padrões e parâmetros tem sido criados e recriados a partir das indústrias de beleza e moda, sendo massivamente difundidos pelas mídias impressa e televisiva.

Mulheres e homens, com corpos esculturais, têm sido mais do que objetos de desejo, e, para alguns, representam exemplos de indivíduos e ideais a serem alcançados. Conforme a Associação Americana de Psiquiatria, muitos distúrbios mentais surgem pela incessante busca do "ser" fisicamente igual ou parecido com outra pessoa. Um deles, o Distúrbio Dismorfóbico Corporal (distúrbio psiquiátrico de pessoas que não se aceitam), mostra a relação direta da autocobrança e o desenvolvimento desta patologia mental. Pequenas distorções em relação aos parâmetros constantemente difundidos têm levado inúmeros pacientes aos consultórios médicos com a queixa de se sentirem incomodados ou insatisfeitos com seus corpos.

Pacientes com efeitos degenerativos em áreas mais afetadas, como mamas e abdômen, queixam-se de efeitos físicos disfuncionais que induzem a diversas outras consequências.

No abdômen observa-se pacientes com deformidades cutâneas, gorduras localizadas, diástase (abertura) dos músculos abdominais após gravidez (em mulheres), hérniações, aumento do volume abdominal, perda de peso rápido e elevado com formação de múltiplas e volumosas dobras cutâneas.

Nas mamas efeitos degenerativos geram flacidez e queda dos mamas, e seios desproporcionais ao seu tipo corporal. Além da insatisfação estética, há ainda sintomas que interferem fortemente no melhor desempenho de suas atividades diárias, tais como, mastalgias (dor), dor cervical e nos ombros, lombalgias, cefaleias, alterações de sensibilidade, estrias, feridas cutâneas nos sulcos submamários, etc.

Em mamas hipertróficas e gigantomastias, vê-se dificuldades no dia a dia, como sentar, levantar, calçar sapatos, achar roupas no seu número, interferência na vida sexual, atividades físicas, etc.

A atuação e a importância da Cirurgia Plástica contribui com enorme impacto positivo na melhora da qualidade de vida e na melhoria da satisfação com o seu próprio corpo.

Sob a ótica da saúde mental, apresenta-se a Cirurgia Plástica como uma forma de modificar a imagem real do indivíduo por meio do restabelecimento da estrutura físico-corporal, gerando uma melhora no âmbito psicossocial. Igualmente permite a convergência das imagens que o indivíduo tem de si próprio e para as demais pessoas, produzindo um efeito sinérgico na melhoria dos sintomas pessoais em relação ao seu corpo físico.

Conclui-se então que a Cirurgia Plástica, tem na atualidade, papel extremamente relevante no resgate pelo ser humano, de sua autoestima e seu equilíbrio psicossocial, contribuindo para seu bem estar e autoconfiança.


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