Estado do Rio de Janeiro pode ganhar programa de incentivo ao Ciclismo de Montanha

Iniciativa do deputado Carlos Minc prevê a regulamentação da atividade e a divulgação de trilhas estaduais

Por Redação Multiplix
07/02/19 - 14:47
Estado do Rio de Janeiro pode ganhar programa de incentivo ao Ciclismo de Montanha Ciclismo de Montanha terá regulamentação a partir de projeto aprovado pela Alerj | Foto: Reprodução Redes Sociais

Com o objetivo de associar esporte e meio ambiente, um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na última terça-feira, 5 de fevereiro, em segunda discussão, visa criar o Programa Estadual de Incentivo ao Ciclismo de Montanha nos parques estaduais e nas trilhas localizadas em áreas públicas ao redor. O projeto de número 4.096/18 é de autoria do deputado Carlos Minc (PSB).

Para o empresário de Nova Friburgo, Arnoldo Borges, de 54 anos, que pratica a modalidade desde os 20 anos como forma de lazer e para melhorar a qualidade de vida, a medida irá trazer visibilidade ao ciclismo de montanha.

“O ciclismo de montanha (mountain bike) ganha visibilidade com essa regulamentação e permite que sejam implementadas regras e sinalização nos parques onde é praticado. Com isso aumentará o número de praticantes e ganhará mais força junto aos órgãos competentes, gerando mais turismo e renda para o município onde for implementado. Em Friburgo foi criada a Acima - Associação de Ciclismo de Montanha e Asfalto, que pode vir a somar forças com esse projeto e o número de praticantes tem aumentado muito.”, diz.

Segundo o texto, serão implementadas a regulamentação da atividade da prática do ciclismo de montanha, a ampliação do número de visitantes e a divulgação das trilhas e dos parques estaduais. A proposta será encaminhada ao governador Wilson Witzel, que deverá decidir pela sanção ou veto em até 15 dias úteis.

O projeto define que os praticantes do ciclismo devem observar a garantia da preservação ambiental, a segurança, o respeito à sinalização e a manutenção da integridade das trilhas. A iniciativa privada poderá patrocinar circuitos ou trilhas mediante celebração de termos jurídicos pertinentes com o poder público. Esses circuitos, no entanto, não poderão estar dentro de áreas onde residem comunidades quilombolas, caipiras, caiçaras, caboclas e agricultores.

“Acredito que ajudará pois permitirá que o ciclismo de montanha seja visto de outra maneira pela sociedade, de um modo melhor. Os praticantes dessa modalidade já são engajados em preservar o Meio Ambiente naturalmente por não poluir o ar, não fazer barulho e também pela consciência de trazer o lixo de volta e não agredir a natureza.”, declarou o empresário.

Ele ainda avaliou que o patrocínio privado pode gerar benefícios ao Mountain Bike desde que algumas regras sejam respeitadas: “as empresas devem ter incentivo fiscal no patrocínio, como a Lei de Incentivo ao Esporte. Mas para isso ela precisa ser mais clara. Pode ser interessante ter apoio da iniciativa privada contanto que não queiram cobrar "pedágio" nas trilhas, nem colocar anúncios. Apenas incentivar a prática esportiva e o ecoturismo. As trilhas, assim como as estradas de terra e asfalto, realmente precisam muito serem preservadas e sinalizadas.”, revela.

Em cidades da Região Serrana existem competições como o GP das Montanhas. A primeira edição do evento aconteceu em 2009 e a segunda em 2010 através do dentista friburguense Orlando Miele Junior, de 55 anos, que pedala há quase 30 anos, e organizou diversas provas como o Montanha Cup, Rote MTB e a Escalada Serra Mar. A competição retornou em 2018 após oito anos ausente do calendário esportivo de Nova Friburgo.

Além disso, outros torneios de ciclismo de montanha no município serrano são o Montanha Cup e o Route MTB.

“O ciclismo é uma das melhores e mais completas atividades de lazer e saúde. Esta modalidade esportiva faz bem para o corpo e mente. A regulamentação da prática do ciclismo em trilhas nos parques estaduais é um anseio antigo das associações de ciclismo, já que esse esporte, na natureza, é praticado há muitos anos em diversas trilhas no Rio de Janeiro.”, argumenta Carlos Minc, autor do projeto de lei.