Nova Friburgo e outras onze cidades têm fiscalização em postos de combustíveis

Operação estadual Posto Frio II fiscaliza postos suspeitos de receber combustíveis sem documentação fiscal

Por Redação Multiplix
09/05/19 - 14:25
Nova Friburgo e outras onze cidades têm fiscalização em postos de combustíveis Operação Posto Frio II fiscaliza 35 postos de combustíveis | Foto: Divulgação/Djalma Oliveira (Governo do Estado do Rio de Janeiro)

Nova Friburgo e mais 11 cidades do estado foram alvo, nesta quarta-feira, 8, da Operação Posto Frio II, da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ). O objetivo era fiscalizar 35 postos no estado do Rio suspeitos de receberem combustíveis sem documentação fiscal. A estimativa é cobrar cerca de R$ 200 milhões em multas e impostos desses contribuintes.

A operação foi organizada pelo Centro de Monitoramento e Análise de Dados (CMAD) da Auditoria Fiscal Especializada (AFE) 14, responsável pelas barreiras fiscais e que cuidou da apuração dos dados e da escolha dos alvos. Participaram da ação 34 auditores fiscais da Receita Estadual (AFREs). Eles coletaram documentos para comparar as movimentações de compra e venda dos combustíveis e verificar a origem dos mesmos.

Além de Nova Friburgo, foram fiscalizados postos na capital do estado e nas cidades de Duque de Caxias, Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Nilópolis, Itaperuna, Paty do Alferes, Aperibé, Carmo e São José de Ubá.

“Se considerarmos a primeira etapa da Operação Posto Frio, que fiscalizou 24 postos em março, vamos chegar a um total de 59 estabelecimentos do setor vistoriados desde o início do ano, algo nunca visto na história”, afirmou o superintendente de Fiscalização da Sefaz-RJ, Thompson Lemos.

A Operação Posto Frio II é a 16ª realizada neste ano pela Secretaria de Estado de Fazenda para combater a sonegação de impostos e fortalecer a arrecadação tributária.

Caminhões apreendidos no fim de semana

No último fim de semana, a Sefaz-RJ apreendeu, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), 13 caminhões de cargas de combustível com irregularidades nas notas fiscais que passaram pelas três barreiras fiscais do estado, levando à cobrança de mais de R$ 1 milhão em impostos e multas. Os problemas mais encontrados foram diferenças entre o combustível informado no documento e o que realmente é transportado e destinatário inexistente. Nos primeiros 60 dias de funcionamento do CMAD, criado em fevereiro deste ano, os auditores fiscais já apreenderam 30 caminhões de etanol com irregularidades. Esse número representa 60% de todas as apreensões feitas nos últimos 10 anos e geraram a cobrança de um total de R$ 4,6 milhões em multas e impostos.