Com a gasolina mais cara do país, população do estado do Rio sofre com aumentos

Estudo da ANP divulgado nesta quinta, 9, aponta preço médio do litro a R$ 4,99

Por Matheus Oliveira
09/05/19 - 12:06
Com a gasolina mais cara do país, população do estado do Rio sofre com aumentos Postos de combustíveis podem repassar ou não reajustes ao consumidor | Foto: Reprodução/Portal Multiplix

Um estudo da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) divulgado nesta quinta-feira, 9 de maio, aponta que o estado do Rio de Janeiro tem, na média, a gasolina mais cara do país. O valor subiu de R$ 4,89 para R$ 4,99, alta de aproximadamente 3%.

Ainda segundo a ANP, em pesquisa feita em 14 postos de Nova Friburgo, na Região Serrana, o preço médio praticado entre 28 de abril e 4 de maio é de R$ 4,77. Já o preço praticado nas distribuidoras é de R$ 4,40. Em Teresópolis, em 13 postos pesquisados, o valor médio praticado pelos estabelecimentos, no mesmo período, é de R$ 4,88, enquanto nas distribuidoras, a gasolina é vendida por R$ 4,38.

A situação fica ainda mais difícil com os aumentos no preço do diesel e da gasolina nas refinarias adotados pela Petrobras nas últimas semanas.

Quem depende da gasolina para trabalhar sofre mais com esses reajustes. É o caso do taxista friburguense Judson Nogueira. “Com esses aumentos que vêm acontecendo desde o começo do ano, em média, tenho gastado R$ 300,00 a mais com combustível. Dessa forma, como o taxímetro é tabelado e não se pode aumentar o valor, nossos gastos aumentam e o lucro diminui. Se esses aumentos continuarem, vai ser difícil seguir neste ramo”, relata.

Vale lembrar que as distribuidoras pagam o combustível das refinarias e vendem para os postos de combustíveis e que, a partir do preço de custo, os postos definem o valor final destinado aos consumidores.

Motivos para os reajustes

O mestre em economia Frank Sanglard, explica os motivos que levam a Petrobras a variar o preço do combustível.

“A Petrobras está usando uma política de precificação baseada na variação do dólar internacional e no preço do petróleo no exterior. Para o trabalhador comum, esse impacto pode ser reduzido escolhendo o transporte público. Mas, para quem depende do combustível, como os caminheiros, vão ter que aumentar o valor de serviços como o frete, por exemplo”, conclui.

Em seu site, a Petrobras justifica que “o preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do valor final ao consumidor. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final, que incorpora tributos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização: distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis, entre outros”.