Caixa Econômica Federal amplia pausa de 180 dias nos financiamentos habitacionais
Medida, que começou em março, faz parte das ações de enfrentamento ao novo coronavírus
Pausa já havia sido concedida em maio
|
Foto: Reprodução/Tomaz Silva (Agência Brasil)
A Caixa Econômica Federal vai ampliar a pausa dos financiamentos habitacionais. Agora, o prazo pode chegar a 180 dias, de acordo com as informações divulgadas pelo presidente do banco, Pedro Guimarães.
As medidas começaram em maio, com o prazo estendido para 120 dias. A medida faz parte das ações da pandemia do novo coronavírus.
Os sistemas operados pela Caixa, Minha Casa Minha Vida, Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o financiamento por meio do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) vão ser contemplados.
Além disso, pessoas físicas e jurídicas e o financiamento à produção de empreendimentos e de aquisição e construção de imóveis comerciais e individuais também entram na lista de ampliação da pausa.
Pedro Guimarães também informou que mais de 2,4 milhões de mutuários pediram a pausa da prestação habitacional. Segundo o presidente do banco, esse número representa R$ 8,6 bilhões em suspensão dos financiamentos.
Entretanto, é necessário pedir a pausa no contrato por meio do aplicativo ou telefones da Caixa. Segundo Pedro, haverá juros, seguros e taxas, caso seja feita a pausa no financiamento habitacional, acrescidos ao saldo devedor do contrato. As taxas de juros e os prazos que foram contratados originalmente não vão sofrer alterações, ainda segundo o presidente.
Quem pode pedir a pausa:
Clientes que estão com pagamento em dia
Clientes com pagamentos em atraso por, no máximo, 18 meses
Que usaram o FGTS para pagar parte da prestação
Pessoas jurídicas que têm até duas parcelas em atraso de 60 dias
Como pedir a pausa:
Acessar aplicativo Habitação Caixa;
Telefones: 3004-1105 (para capitais) e 0800-726-0505 (demais localidades);
Forma automatizada: 0800-726-8068, opções 2-4-2, de segunda a sexta-feira, e aos sábados, das 10h às 16h (exceto feriados).
A utilização indevida desses conteúdos fere a ética jornalística, compromete a credibilidade do profissional e do veículo responsáveis pela irregularidade e pode gerar responsabilização legal.






