Devo fazer uma plástica? Como escolher o cirurgião adequado?

Por Glauco Rocha
10/01/19 - 09:28

Atualmente, há uma preocupação muito grande com a autoimagem, com a aparência pessoal, parecer mais jovem, ser mais atraente! Eu diria que há quase uma exigência sobre as pessoas, em estarem inseridas em um contexto de beleza e formas mais agradáveis.

Em certos setores do mercado de trabalho (cada vez mais), este contexto é pré-requisito, adquirindo o papel de critério de seleção dos candidatos(as) em número cada vez maior. Isto faz com que a cirurgia plástica seja, a cada dia que passa, mais procurada e desejada, colaborando imensamente no objetivo do alcance da autoestima, mas, também, ajudando as pessoas a terem mais chances de êxito na busca de uma colocação profissional.

Vem então as dúvidas. Devo fazer plástica? Qual cirurgia devo fazer? Como escolher meu cirurgião?

Inicialmente, toda candidata(o) a uma plástica deve entender que esta é uma especialidade cirúrgica como qualquer outra, ou seja, deve ser realizada em ambiente hospitalar, com todo o suporte e material necessário para procedimentos cirúrgicos. E, como toda cirurgia, tem seus riscos e complicações.

Porém, nesta área da cirurgia, não se lida com órgãos vitais na grande maioria dos casos, e são então, geralmente procedimentos de menor invasividade e morbidade. Portanto, um dos critérios na escolha do seu cirurgião será verificar se o mesmo tem especialização neste ramo e se é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que é o órgão credenciado a emitir estes certificados.

Um médico qualificado normalmente vai explicar e fundamentar, dentro de preceitos médicos e científicos, qual a melhor abordagem cirúrgica para o seu caso, tirar todas as suas dúvidas e orientar para os cuidados no pós-operatório, além de prepará-la para o ato cirúrgico.

É também aconselhável ver e conversar com pacientes que já fizeram cirurgias. Há vários casos relatados de insucessos e insatisfações, em sua grande maioria, decorrentes de cirurgias feitas por médicos não-habilitados, sem especialização, que mostram complicações e até sequelas.

Por isso é importante para a paciente fazer uma escolha criteriosa do cirurgião que irá fazer sua cirurgia.

Sinais como pedidos de exames e avaliações feitas por telefone, consultas rápidas e únicas, sem planejamento adequado e previsão de cirurgias em locais inadequados, fora do ambiente hospitalar, devem ligar o sinal de alerta da provável paciente.

Devemos, também, atentar para médicos de outras regiões e/ou cidade, que vem operar em sua cidade, até mesmo quando a paciente resolve operar em outra localidade, e, nestes casos, o acompanhamento pós-operatório poderá ficar prejudicado e a paciente sem a atenção necessária.

Orçamentos e custos cirúrgicos muito baratos são também motivos de suspeita. Não se esqueça de que o "barato pode sair caro".

Por outro lado, sendo cuidadosa(o) em suas escolhas, as chances de êxito em suas cirurgias são bastante elevadas.

Hoje em dia existem inúmeras opções de técnicas de cirurgias que, se bem conduzidas, realizadas por cirurgiões habilitados, ofertam às pacientes um alto índice de satisfação, proporcionando um saudável bem-estar e autoestima.

A candidata(o) a uma cirurgia não deve fazê-la para agradar familiares, cônjuges ou amigas(os), esta é uma decisão muito particular e pessoal. Não procure fazer uma cirurgia esperando agradar outra pessoa. Ela será feita em você, para você e somente a você interessa. Sendo assim, a pessoa mais indicada para ajudá-la nesta decisão é o cirurgião que você escolher.

Espero ter auxiliado em suas dúvidas e mais uma vez coloco-me à disposição para perguntas e esclarecimentos.

Um grande abraço.


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