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De pai para filho! Lutadores friburguenses mostram que amor pelo esporte é herança de família

Gilberto Chermaut afirmou que voltou a competir pelo filho e viu o jovem se tornar campeão pan-americano de Kickboxing no México

Por Matheus Oliveira - 05 de Novembro de 2018, 15:56
De pai para filho! Lutadores friburguenses mostram que amor pelo esporte é herança de família Gilberto Chermaut alia o trabalho de treinador com a tarefa de ser pai do jovem Gilberto Frossard . | Fotos: Arquivo Pessoal

Uma paixão passada de pai para filho que faz das artes marciais uma ferramenta para unir ainda mais a família. Essa é relação construída entre o professor de lutas, Gilberto Chermaut, 38 anos, e o filho Gilberto Frossard, de 14 anos, no kickboxing nacional. Tendo voltado a competir por um pedido do filho, e como técnico e incentivador, ele viu o jovem conquistar recentemente duas medalhas – um ouro e uma prata- no Pan-Americano da modalidade, disputado em Cancún, no México, entre 23 e 28 de agosto. Na mesma competição, ele foi vice-campeão na categoria até 84kg.

Gilberto falou sobre a emoção de disputar uma competição ao lado do filho, jovem promessa da luta nacional.

“Foi uma satisfação e uma emoção enorme participar de um evento ao lado do meu filho, ainda mais em um torneio tão importante, em que só os melhores representam seus países. Obtivemos índice para participar da competição através da Copa Brasil e do Campeonato Brasileiro”, destacou.

“Tivemos, inclusive, a oportunidade de conhecer outros atletas e estar com personalidades importantes para o kickboxing brasileiro, como o técnico de Brasília, professor Carlos Inocente. Agradeço a todos que participaram de alguma forma. Com união, dedicação, os sonhos podem se tornar realidade”, revelou.

Na última competição disputada na carreira, Gilberto Frossard ficou na segunda posição na categoria kick light sub-15 até 69 kg, sendo derrotado na final pelo colombiano Jean Pierre, enquanto conquistou o ouro no light contact diante do mexicano Marco. Já o pai alcançou a prata na modalidade kick light.

“Estou muito feliz por ter trazido para Nova Friburgo mais essas medalhas e só tenho a agradecer a minha família, amigos e os meus patrocinadores”, revelou o estudante.

O professor contou que iniciou sua trajetória no kickboxing em 1994, competiu e depois passou a se dedicar a apenas ensinar os seus alunos. Em seguida, viu o filho iniciar no esporte aos sete anos e começar a competir aos nove. Devido à tal fato, ele voltou as competições em 2012.

O jovem Gilberto possui diversos outros títulos como o Estadual em 2016, vencido em duas categorias, o Intermunicipal, a Copa Brasil de Kickboxing e o Brasileiro da modalidade neste ano. O pai, orgulhoso, contou como é a relação com filho dentro dos ringues.

“Eu voltei a competir porque ele me pediu, e acaba que um incentiva o outro. Eu busco conciliar a parte de técnico, que precisa passar os fundamentos e orientá-lo, com o de pai, que está sempre na torcida por ele. Mas tento equilibrar isso até para ajudar no emocional dele, que até lida bem com a derrota. Ele sempre quer vencer, mas vem aprendendo que nem sempre será possível, e isso, automaticamente se torna um ensinamento para a vida dele”, declarou, ressaltando que cobra ainda boas notas do menino na escola.

Por fim, o treinador afirmou que nenhum dos dois pensa em migrar para o MMA.

“Hoje em dia, nosso foco é totalmente no Kickboxing, que vem crescendo com a promoção de grandes eventos como o Glory, que é internacional, e o Skaus Combat, evento criado pelo José Aldo (ex-campeão do UFC) e pelo Emerson Falcão (atleta de destaque no kickboxing). Então, no momento, não temos a pretensão de ir para o MMA”, concluiu.