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Novembro teve índice de chuva abaixo da média na maior parte da Região Serrana

Volume acumulado foi menor do que o previsto em Nova Friburgo e Teresópolis, mas acima do esperado em Santa Maria Madalena, segundo Inmet. Confira um balanço sobre as chuvas no mês passado e a previsão para dezembro

Por Matheus Oliveira
02/12/19 - 16:45
Novembro teve índice de chuva abaixo da média na maior parte da Região Serrana Novembro teve mais dias nublados ou parcialmente encobertos do que de sol | Foto: Acervo/João Luccas Oliveira

Apesar dos longos dias de chuva que marcaram o mês de novembro na serra do Rio, o índice pluviométrico de novembro não veio como o esperado neste ano na região, segundo o registrado pelas estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com o instituto, na estação do Parque Estadual da Serra dos Órgãos (Parnaso), que corta o município de Teresópolis, choveu, no acumulado do mês, 358,6 milímetros de chuva enquanto o esperado era 428,3 mm, ou seja, o índice de 2019 ficou 16,3% abaixo do normal.

Já na estação de Salinas, em Nova Friburgo, o previsto era chover 265,4 mm, mas a precipitação acumulada foi de 217,4 mm, o equivalente a 18,1% abaixo do esperado.

Na Região Serrana, apenas na estação de Santa Maria Madalena choveu acima do aguardado: o acumulado foi de 349,5 mm enquanto o esperado era 198,8 mm. Dessa forma, choveu 75,8% a mais do que a média.

Ainda de acordo com o Inmet, em outros locais do estado do Rio, como nas regiões Norte e Sul, também houve chuva acima do esperado. Já na capital, o acumulado ficou abaixo do normal para o 11º mês do ano.

Segundo a meteorologista do Inmet, Marlene Leal, com a intensa passagem de frente frias registrada em novembro, as temperaturas caíram e ficaram abaixo do normal na maior parte do território fluminense.

Como fica o tempo em novembro

A meteorologista ainda faz um panorama do que esperar do clima no mês que fecha 2019. No que diz respeito à temperatura, dezembro deve ter, em média, temperaturas 2ºC acima do registrado em novembro, mas nada fora do comum quando o assunto é chuva.

“Nesta fase de transição entre primavera e verão, temos períodos propícios para zonas de convergências do Atlântico Sul com canal de umidade da Amazônia, passando pelo Centro-Oeste e incidindo no Sul e no Sudeste. Isso é comum durante o verão. Também devemos ter frente fria, além do aquecimento com umidade alta, o que traz pancadas de chuva rápidas”, finaliza.