Nova Friburgo e Teresópolis têm paralisação dos profissionais da Educação nesta quarta

Greve Geral da Educação foi convocada nacionalmente por 24 horas. Atos estão programados nas duas cidades ao longo do dia

Por Sara Schuabb
15/05/19 - 18:13
Nova Friburgo e Teresópolis têm paralisação dos profissionais da Educação nesta quarta Arte de divulgação da Greve Geral da Educação do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de Teresópolis | Foto: Divulgação/Sepe Teresópolis

Profissionais das redes estadual, municipal e privada de ensino de Nova Friburgo e Teresópolis, na Região Serrana, estão participando da Greve Geral da Educação, nesta quarta-feira, 15 de maio, com paralisação de 24 horas. O ato integra a mobilização da categoria em todo o país contra os cortes no orçamento da educação pelo Governo Federal e contra a reforma da Previdência.

De acordo com levantamento realizado nesta manhã pela diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de Nova Friburgo, Fátima Cristina, seis escolas municipais e a uma escola particular, o Colégio Nossa Senhora das Dores, aderiram 100% à greve.

“Fizemos uma panfletagem às 6h30 em frente ao Colégio Modelo, às 10h faremos também em frente ao IENF, onde, às 13h, terá uma concentração para confecção de cartazes. Às 15h está marcado o ato na Praça Dermeval Barbosa Moreira”, diz.

Segundo Ana Carolina Quintana, coordenadora do Sepe de Teresópolis, das sete escolas estaduais, duas estão com 100% de adesão à greve. “Em todas as estaduais há profissionais que aderiram. A rede municipal teve adesão parcial. Em relação aos atos previstos, às 9h30 haverá marcha pela educação na Calçada da Fama, na qual acreditamos que terá uma boa adesão, inclusive de estudantes. E, às 14h, vamos para um ato na cidade do Rio de Janeiro em uma caravana”, diz.

Em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana, onde é feriado por conta do aniversário do município, os professores estão se organizando para participar do ato no Rio de Janeiro, segundo o presidente do SEPE, José Ferreira.

Principais reivindicações

Contra os cortes na Educação - O protesto critica o contingenciamento de verbas públicas do Ministério da Educação (MEC) para o ensino superior e para o ensino básico. O Governo Federal congelou 30% das verbas destinadas às universidades federais, além de ter feito cortes de bolsas de pós-graduação, impactando pesquisas científicas no Brasil.

Contra a reforma da Previdência - A paralisação também é contra a reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro, que atualmente está tramitando na Câmara dos Deputados, que propõe para os professores um período mais longo para poder se aposentar e alíquotas mais altas de contribuição previdenciária.

A favor da autonomia na Educação - A manifestação também reivindica a liberdade de ensino e pensamento nas universidades e escolas e é contra o projeto Escola Sem Partido, cuja proposta é proibir professores de fazer comentários políticos em sala de aula.